De olhos fechados

Ela tinha apenas noventa anos bem vividos. Nada mais. E nesse pouco de história, como se fosse ao cabeleireiro fazer as unhas ou o cabelo, ela ia desfiando o tecido da memória refazendo-o em outras vestes. Assim, a cada vez mais bonita, ou mais alegre, ou mais amarelo que vermelho. Assim, no encontro do queContinuar lendo “De olhos fechados”