Olho pela teia de aranha da janela

Olho pela teia de aranha na janela

Além dela

Vejo as folhas do louro

Brilham de orvalho que o sol ainda não secou

Calma no dia que amanhece no canto de cigarras

Da outra janela esbarro meu olhar na montanha

Desenha o azul e branco da rede de nuvens

No beiral, uma ora-pro-nobis resistente e um cacto me olham

Pelo silêncio que há, tudo me espreita

As raízes subterrâneas se tocam e contam minha história

A mulher com o gato e as aranhas

Um fio de cabelo branco atravessa o olhar

Um vento súbito?

Uma aragem

As asas da borboleta que passa

Publicado por fe kurebayashi

alquimista de sabores e das palavras.... selvagem como toda mulher deve ser!

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